terça-feira, 26 de maio de 2009

José Cid - A Pouco e Pouco (Favas Com Chouriço)



Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar

Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Lavas os miúdos
Ao jardim infantil

Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa!

(Refrão)

A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)

Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:

Não sei viver sem ti amor |
Não sei o que fazer | Ela

Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!

Vestiste-te de branco
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira

(Refrão)
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu

segunda-feira, 25 de maio de 2009

José Cid - Ontem, Hoje e Amanhã



Ontem eras a menina mais alegre e
mais bonita que eu já conheci.
Laçarote no cabelo e um fato à
marujo feito de cetim.
Fazias-me as contas de multiplicar
e no fim das contas,
íamos brincar às casinhas, aos cowboys,
aos polícias e ladrões,
já eu te amava sem saber.

Ontem, hoje e amanhã.

Hoje dormes a meu lado mas eu
fico acordado vendo-te a dormir.
Chego tarde e cansado do trabalho da
cidade mas esperas-me a sorrir.
E vejo-te abraçar a mim com tal calor,
fazes-me esquecer o dia que passou.
Numa tarde de aluguer,
lado a lado para viver.

Ontem, hoje e amanhã.
Ontem, hoje e amanhã.

Ontem, hoje e amanhã.
Ontem, hoje e amanhã.

Amanhã no fim da vida, hás-de ser a
minha querida, o meu grande amor,
partiremos de avião pró Egipto,
pró Japão ou pró Equador.
Temos pouco tempo para recordar.
Sabes, nunca é tarde para começar.

Ontem, hoje e amanhã, revivendo um grande amor.

Ontem, hoje e amanhã.
Ontem, hoje e amanhã.

Ontem, hoje e amanhã.
Ontem, hoje e amanhã. Amanhã.

domingo, 24 de maio de 2009

José Cid - A Rosa Que Te Dei



Vivias no nosso tempo
Num quarto andar de uma velha mansarda
Que tinha, junto à janela, sobre o beiral
Uma roseira brava
Que hoje eu venho lembrar
Para voltar com toda a minha alma
Ao tempo em que tu dormias, sobre o meu peito
E acordavas calma.
(refrão)
E a rosa que te dei
Não foi criada num jardim
Por isso tinha mais significado para mim
A rosa que te dei
Era uma terna e simples flor
Que fez nascer em nós
Um grande amor
E a rua, no mês de junho
Tinha balões, e riso de crianças
O velho da concertina
E a menina que tinha loiras tranças
Dediquei-te uma canção fora de moda
Mas que me era tão querida
Guardei-a entre as mil folhas, desse romance.
Que é o livro da vida.
(refrão)
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